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Quarta-feira, 23 de Setembro 2026
Prisão preventiva por drogas supera média de outros crimes no país
Justiça

Prisão preventiva por drogas supera média de outros crimes no país

Estudo do Conselho Nacional de Justiça revela que 60% dos flagrantes por entorpecentes resultam em encarceramento provisório.

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A prisão preventiva é decretada com muito mais frequência em flagrantes por entorpecentes do que em outros delitos. É o que revela uma pesquisa recente divulgada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Conforme o levantamento do boletim Audiências de Custódia de Crimes Relacionados a Drogas, seis a cada dez detidos nessa situação tiveram a medida cautelar imposta pelo juiz.

Esse índice de 60% supera de forma expressiva a média de 37,5% registrada em prisões em flagrante motivadas por outras naturezas criminosas no mesmo período.

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Para os especialistas responsáveis pelo estudo, os números demonstram o impacto direto da política criminal de entorpecentes no sistema de encarceramento provisório.

“Essa discrepância suscita reflexões sobre a própria efetividade da audiência de custódia”, aponta o documento obtido pela Agência Brasil.

Concentração no varejo

O levantamento aponta que 97% das apresentações judiciais sobre drogas entre 2024 e 2025 decorreram de flagrantes obtidos por meio de abordagens policiais ostensivas nas ruas.

Isso evidencia que o sistema atinge majoritariamente os elos mais vulneráveis da cadeia do tráfico, focando quase que exclusivamente no comércio de varejo.

Impactos sociais e decisões

Embora a custódia preventiva ainda prevaleça, o estudo nota uma queda na diferença em relação à liberdade provisória ao longo dos últimos anos.

Fatores como diretrizes do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o porte para consumo pessoal ajudam a desenhar um novo cenário jurídico.

Além disso, o relatório expõe desigualdades profundas de gênero e raça, destacando a sobrerrepresentação de pessoas negras e a maior proporção de mulheres detidas por entorpecentes.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Paulo Pinto/Agência Brasil

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