Um cão que vivia em uma área urbana na Zona Oeste do Rio de Janeiro teve o diagnóstico de raiva animal confirmado em agosto, exigindo o sacrifício do pet. Um alerta emitido pela Secretaria de Estado de Saúde fluminense em 18 de setembro apontou que o canino tinha histórico de exposição a morcegos.
A Secretaria Municipal de Saúde iniciou uma investigação epidemiológica após a confirmação do episódio no bairro de Santa Cruz pela Secretaria Municipal de Proteção e Defesa dos Animais.
Pessoas que interagiram com o cão infectado passaram por profilaxia antirrábica e seguem monitoradas. Nenhum registro de infecção humana foi confirmado até o momento.
A enfermidade é uma zoonose viral grave que gera inflamação progressiva no cérebro. A taxa de letalidade é de quase 100% após o surgimento dos primeiros sinais clínicos.
A SES-RJ lembrou que os episódios anteriores em humanos no estado ocorreram em 2006, em São José do Vale do Rio Preto, e em 2020, em Angra dos Reis. Ambas as ocorrências decorreram de transmissão por morcegos.
Importância da imunização
Diante do cenário, o presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro, Diogo Alves, destacou que tutores precisam manter a vacinação antirrábica sempre atualizada.
A aplicação anual das doses protege os pets e reduz os riscos para a sociedade, tornando-se uma barreira essencial contra o vírus.
A campanha estadual está agendada para o próximo sábado (26). A participação da comunidade é indispensável para garantir altas coberturas vacinais.

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