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Caso Ana Clara gera protestos em frente ao TSE contra decisão de André Mendonça
Justiça

Caso Ana Clara gera protestos em frente ao TSE contra decisão de André Mendonça

Manifestantes criticam suspensão de vídeo político e apontam censura após ordem do ministro sobre impulsionamento pago.

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Cerca de 100 pessoas realizaram um protesto nesta sexta-feira (23) em Brasília para repudiar a decisão do ministro André Mendonça de suspender o impulsionamento pago de um vídeo sobre o caso Ana Clara. A medida atendeu a um pedido da campanha do candidato Flávio Bolsonaro e gerou forte reação de ativistas e movimentos sociais na capital federal.

A manifestação aconteceu nas imediações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), órgão onde o magistrado atua como vice-presidente. Além de paralisar a veiculação da gravação com pouco mais de dois minutos, a determinação exigiu que a campanha se abstenha de novos contratos de impulsionamento sob pena de multa diária de R$ 10 mil.

A tragédia que originou o debate ocorreu em 2021, quando Ana Clara, de apenas 5 anos, perdeu a vida após ser atingida por um disparo de fuzil efetuado por um policial militar em uma comunidade de Niterói, no Rio de Janeiro. A peça publicitária questionada relembra que o senador Flávio Bolsonaro defendeu o policial acusado do crime durante o seu mandato.

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Crítica e acusação de censura

Para Maria das Neves Filha, presidente da União Brasileira de Mulheres (UBM), a medida adotada pelo ministro representa uma clara tentativa de censura. Durante o ato público, ela reforçou a necessidade de reação institucional e popular.

“Devemos denunciar essa censura flagrante à nossa democracia. Vamos tomar as medidas cabíveis para fazer com que a justiça prevaleça nesse caso”, declarou a dirigente, lamentando o timing da decisão divulgada na véspera da votação.

Justificativa da decisão

Em sua fundamentação jurídica, André Mendonça pontuou que o material não apresenta conteúdo promocional autônomo favorável ao candidato rival, concentrando-se em críticas direcionadas. Para o ministro, a peça publicitária tem como foco principal a desqualificação do adversário político.

O magistrado também destacou que a presença do depoimento de Cristiane Gomes da Silva, mãe da vítima, não valida automaticamente o uso do formato remunerado.

“A circunstância de o material reproduzir manifestações proferidas em debate eleitoral e depoimento de familiar da vítima não afasta, por si só, a irregularidade do impulsionamento remunerado”, concluiu na decisão.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Luiz Claudio Ferreira/Agência Brasil

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