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Quinta-feira, 05 de Novembro 2026
Márcia Lopes detalha plano de combate à violência contra a mulher no país
Direitos Humanos

Márcia Lopes detalha plano de combate à violência contra a mulher no país

A iniciativa de 21 dias prevê ações para autonomia econômica feminina, o protocolo Não É Não e unidades de atendimento em áreas de fronteira.

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A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, anunciou o lançamento da campanha 21 Dias de Ativismo pelo Fim da violência contra a mulher, mobilização nacional que ocorre entre 20 de novembro e 10 de dezembro. Durante participação no programa Bom Dia, Ministra, na quinta-feira (5), a gestora detalhou ações integradas voltadas à promoção da autonomia econômica feminina e ao combate ostensivo ao racismo e ao feminicídio no país.

De acordo com a ministra, o objetivo central é engajar gestões estaduais e municipais de maneira transversal. "Estamos estimulando que cada estado e município se envolva nisso. Estamos falando de todas as dimensões da vida das mulheres e o quanto a sociedade tem responsabilidade nisso", ressaltou Márcia Lopes.

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Ações e protocolos de proteção

Entre as principais diretrizes apresentadas para os 21 dias de engajamento, destacam-se estratégias focadas em segurança pública, acolhimento e direitos digitais:

  • Protocolo "Não É Não": Publicação de portaria que formaliza a capacitação de equipes em estabelecimentos como bares e restaurantes para acolher e orientar vítimas de importunação.
  • Casa da Mulher Brasileira de Fronteira: Inauguração da primeira unidade em Foz do Iguaçu (PR) até o fim do ano, atuando em articulação com órgãos de países vizinhos para construir um pacto do Mercosul contra o feminicídio.
  • Espaços Digitais Livres de Violência: Lançamento do projeto de cooperação técnica (Pro-doc) em parceria com a Unesco.
  • Mobilização Nacional: Realização do "Dia M", unindo estados e municípios, além do lançamento da obra "Quando o Estado Escuta".

Autonomia e representatividade

A titular da pasta reiterou que a proteção feminina depende da articulação entre renda, trabalho e educação. O ministério atua em parceria com outras secretarias por meio do Programa Acredita e do Mulheres Mil, estimulando governos locais a implementarem diagnósticos estruturados de autonomia econômica.

No campo da representatividade, a ministra comemorou o avanço da presença feminina no Congresso Nacional nas Eleições 2026, destacando o crescimento da bancada federal de 91 para 109 parlamentares.

"Infelizmente, algumas mulheres incríveis não foram eleitas, mas nós tivemos sim um avanço na bancada federal, na Câmara e no Senado. Elegemos mulheres negras e jovens que vão dar muito trabalho para os machistas, para os misóginos, para os conservadores que infelizmente ainda temos", concluiu a ministra.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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