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Domingo, 13 de Setembro 2026
Setor de serviços gerou 15,9 milhões de empregos com média salarial de 2,2 mínimos, revela IBGE
Economia

Setor de serviços gerou 15,9 milhões de empregos com média salarial de 2,2 mínimos, revela IBGE

Atividades voltadas à alimentação lideram a contratação de pessoal na área de serviços não financeiros pelo país.

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O setor de serviços não financeiros encerrou o ano de 2024 acumulando 15,9 milhões de empregos diretos em todo o Brasil, oferecendo uma remuneração média equivalente a 2,2 salários mínimos por trabalhador. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Anual de Serviços.

O estudo aponta que, no período mapeado, cerca de 1,9 milhão de empresas ativas no segmento injetaram R$ 644,2 bilhões na economia nacional em massa salarial, englobando rendimentos, comissões e benefícios trabalhistas.

A abrangência dos serviços não financeiros reúne segmentos diversos como tecnologia da informação, telecomunicações, transportes, educação, escritórios de advocacia, turismo, beleza e alimentação, deixando de fora apenas as instituições bancárias.

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Juntas, as organizações analisadas movimentaram receita operacional líquida da ordem de R$ 3,5 milhões e contribuíram com R$ 2,1 trilhões para o Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Vale destacar que o IBGE promoveu ajustes metodológicos na coleta de informações desta edição, o que inviabiliza a comparação direta da série histórica com levantamentos anteriores.

Segmentos que mais empregam

Entre as vertentes mais dinâmicas, o ramo de atividades de alimentação — que abarca bares, restaurantes e bufês — despontou como o maior empregador da área, alocando 1,9 milhão de profissionais ou 11,7% de toda a mão de obra computada.

Na sequência, o grupo de serviços técnico-profissionais ocupou o segundo lugar, englobando 1,8 milhão de trabalhadores (11,2% do total), representados por consultorias de TI, auditores, escritórios contábeis e advocacia.

Confira a distribuição das dez maiores áreas empregadoras do setor:

Atividades de alimentação: 11,7%

Serviços técnico-profissionais: 11,2%

Serviços de escritório e apoio administrativo: 8,3%

Transporte rodoviário de cargas: 8,1%

Serviços para edifícios e atividades paisagísticas: 7,9%

Seleção, agenciamento e locação de mão de obra: 6,3%

Tecnologia da informação: 5,6%

Vigilância, segurança e investigação: 4,4%

Transporte rodoviário de passageiros: 3,7%

Armazenamento e atividades auxiliares aos transportes: 3,4%

Embora o porte médio das companhias de serviços seja de oito empregados, nichos específicos como o transporte ferroviário e metroviário (890 funcionários por empresa), dutoviário (467) e aéreo (234) registram estruturas corporativas substancialmente maiores.

Média salarial e destaques de remuneração

A remuneração média no setor situou-se em 2,2 salários mínimos em 2024, ano em que o valor base nacional era de R$ 1.412.

O topo do rendimento mensal ficou com os trabalhadores do transporte dutoviário, que registraram média de 21,1 salários mínimos. O patamar supera em mais de três vezes a segunda colocação, ocupada pelo transporte aquaviário (6,9 mínimos).

Esse nicho de transporte por dutos empregava 6,5 mil especialistas no período. De acordo com o analista do IBGE Marcelo Miranda, essa vantagem salarial se justifica pela altíssima exigência técnica e pelos riscos inerentes à operação.

Por outro lado, o segmento de serviços de alimentação, líder em vagas, apresentou média de 1,4 salário mínimo. Já a área técnico-profissional registrou média mensal de 2,56 salários mínimos.

Veja as dez atividades com melhores salários no setor:

Transporte dutoviário: 21,1 salários mínimos

Transporte aquaviário: 6,9 salários mínimos

Transporte aéreo: 6,6 salários mínimos

Transporte ferroviário e metroferroviário: 5,5 salários mínimos

Serviços de tecnologia da informação: 5,2 salários mínimos

Atividades auxiliares dos serviços financeiros, seguros e previdência complementar: 4,6 salários mínimos

Atividades cinematográficas, produção de vídeos e de programas de televisão: 3,8 salários mínimos

Edição e edição integrada à impressão: 3,2 salários mínimos

Correio e outras atividades de entrega: 3,2 salários mínimos

Telecomunicações: 3,1 salários mínimos

Miranda ressalta que o montante superior a R$ 2 trilhões gerado pelos serviços evidencia o papel estratégico do segmento para o PIB brasileiro, que alcançou R$ 11,7 trilhões no período.

"Os serviços representam a principal fonte de valor para o PIB do país, além de possuírem expressiva capacidade de gerar e distribuir renda aos trabalhadores", conclui o especialista.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Fernando Frazão/Agência Brasil

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